sábado, 30 de janeiro de 2010

O diário perdido de: Edward T. Jawan #1


...Outono...

   Era outono quando marchávamos pelas trilhas em algum lugar perto do grande canal inglês. Não deveria fazer tanto frio naquela época do ano, mas esse dia era especial.
   O dia não estava realmente frio, a temperatura era tão amena que era possível imaginar passarinhos cantando em um pasto distante, e alguém andando com um simples casaco de lã para escutá-los e colher plantas e ervas...
   Porém, para mim, e provavelmente para os meus companheiros, estava realmente muito frio. O nervosismo da espera da batalha nos causava calafrios cada vez maiores, e como um agravante nada agradável, a chuva da noite anterior havia encharcado nossas cotas de malha, transformando-as em grandes baldes de água gelada, que ficavam borrifando incessantemente o frio da noite.
   Na época, desejava tê-la tirado durante a chuva, mas revendo os fatos, acredito que foi melhor o incômodo do ferro gelado na minha nuca do que uma gripe interminável por causa do frio da noite...
   Mas a pior parte de tudo (a qual eu passava a maior parte do tempo pensando) era como a minha maldita jaqueta de couro estava molhada e raspava em minha pele, criando pequenas assaduras que eu não imaginava, mas me atrapalhariam desgraçadamente, como pequenos bichinhos me comendo e arrancando a minha vida no campo de batalha antes mesmo de eu chegar lá...
    É. Para você, padre, monge ou advogado que está lendo esse depoimento e passou a vida inteira sentado numa cadeira e acha que batalhas são lugares bonitos e de honra, posso te dizer que você está parcialmente enganado!
   Já estive em algumas batalhas, e a primeira coisa que digo sobre elas é que elas são bonitas para quem vê a guerra como uma arte... Esses caras se dão bem no mundo, porém são DOIDOS DE PEDRA!
   Em primeiro lugar, cores de livros e blablabla, são só para enfeitar; batalhas são CINZA! Isso mesmo, CINZA, apenas ferro e mais ferro, nada além disso.
   Em segundo lugar, batalhas são realmente heróicas, mas só para aqueles que saem vivos delas; ou inteiros, pois o heroísmo só vem depois do fim da batalha, e se você sair dela sem uma perna ou um braço, a única coisa que vai lembrar para o resto da sua vida é: “Se você não tivesse tentado atacar aquele cara... Você ainda teria o braço.". O que não faz um real sentido, pois o cara simplesmente fez o que você tentou fazer, mas eu não tenho ideia de como é perder um membro, pois tenho todos os meus intactos - FEDIDOS, mas INTACTOS HAHAHA.
   Em Terceiro lugar, quando você está em uma batalha, o cheiro do inimigo na sua frente é tão nojento quanto o de um bar; em uma batalha, o calção apertado também te deixa mal humorado, e você também tem vontade de mijar quando passa o dia inteiro lutando. Resumindo... VOCÊ ainda será VOCÊ em um lugar como esse.
   Retomando a minha narrativa, e deixando de lado minha arrogância de guerreiro velho, na época eu tinha meus 19 anos, e a única coisa em que eu pensava era fornicar. Atacava vilas e atacava tabernas unicamente com o intuito de fornicar, e como eu sempre fui feio e antipático, a guerra me fazia muito bem quanto a isso e eu gostava. Desculpem aos padres e as freiras, mais o rei me pediu uma descrição detalhada do que é a guerra e aqui eu a descrevo.
   Bom, preciso parar de divagar... Era outono do ano de 1350, deveríamos estar nos preparando, afiando espadas, descansando e comendo para podermos lutar contra os franceses de igual para igual, porém o nosso líder dormiu demais e acabou nos acordando tarde de mais, em fim: Estávamos atrasados para chegar onde deveríamos chegar, e quando lá chegamos, estávamos:
A) Cansados,
B) Com fome,
C) Com uma vontade imensa de matar franceses, unicamente por que queríamos descansar.
   A batalha... Foi como todas, simplesmente cortamos e nos defendemos, nos sujamos de sangue, nos sentimos heróis, e esta é a parte da guerra que eu não posso nem tentar te informar, mas juro que é legal! Batalhas são legais! Elas não são horríveis como todos dizem, elas são aquilo que esperamos. Guerras são horríveis; batalhas são revigorastes e boas para os ossos, mas acredito que é apenas isso que posso descrever por hoje, outras paginas do livro de memórias dirão mais detalhes ou coisas do tipo.

                                   Adeus,
                                   Edward T. Jawan

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

# Crônica sem título 01


ZzzZzzzZzzzZzzz

   Um sono pesado envolvia a madrugada enquanto todos dormiam; apenas um ser permanecia acordado naquele bairro maldito...
   Essa criatura não deveria ser baixa por natureza, mas a forma como se alongava por sobre os ombros o tornava miseravelmente baixo como um soco nas bolas, sua pele era escamosamente branca como uma bruma e sua forma era tão desprezível que não vale a pena descrevê-la nessa crônica.
   Provavelmente, caro leitor, você deve ter imaginado tal situação passando-se nos tempos atuais, algum magro esquálido de óculos, andando pela rua escura de um gueto como um qualquer. Pois hoje, você aceitaria facilmente essa criatura, e deve ter pena dela; te digo, não...
   Não estamos em tempos atuais no assunto do qual falamos... Falo de um ser no século XIV. Não consegue imaginar esse século? Então vai ler na Wikipédia, pare de ler esse lixo...
   Retomando a narrativa, esse ser caminha em sua casa. Como posso chamar isso de uma casa...? Apenas por que não havia nada melhor naquela época, então um simples barraco de madeira coberto por alguns ramos de palha velha era chamado de casa. Não estou criticando, era bom assim, só que apenas diferente... Mas o barraco de madeira coberto por alguns ramos de palha velha desse ser era pior ainda... Lá havia vazamentos nos telhados (que foram por causa da pura negligência do proprietário), e todos vazavam com a neve em degelo, fazendo a casa ter aquela sensação de mofo apodrecido de quando você entra em uma cripta...
   Apenas pela narrativa do telhado é possível imaginar como o resto da casa era um monte de lixo, mas (ainda que apenas) um canto dela possuía um objeto de valor... 
   Em cima de uma pequena bancada suja de limo, havia um simples bracelete de cobre oxidado. Era possível ver a marca de limo ao seu redor, como se nunca tivesse sido tirado de lá, como se já lá estivesse antes do ser incrivelmente nojento habitar a casa, antes mesmo que a madeira da mesma tivesse nascido. Mas a nossa historia não é sobre o bracelete, é sobre o ser nojento, que nesse momento desce as escadas lentamente, e sai pela porta úmida e fétida para a escuridão da vila do lado de fora.

Estranho como essas coisas são...

   Estranho como eu decidi fazer essa porcaria de blog mas eu nunca tive empenho pra continuar com ele. Mesmo que eu goste de escrever nele e talz, eu não tenho rotina pra fazer coisas que tantas pessoas fazem e se divertem...
  
Não... Eu não sei escrever direito, então foda-se e curtam o meu internetês furado de merda.
  
Não... Não sei ser um blogueiro metido a cult! Só to escrevendo essa porra sei lá porque, (e espero que não me banam por causa desse monte de porra que eu estou escrevendo).
  
Não... Não sei escrever bem, sei lá, se esses negócios sem nexo que eu estou escrevendo fizerem sentido pra alguém me falem, por que para mim não fazem...
  
Sei lá, a blogosfera e legal e talz, mas para ser sincero eu só leio blogs de humor, ai eu resolvo escrever um blog de política e filosofia, coisa q eu não tenho mais saco pra falar sobre, mesmo que eu estude e pesquise sobre isso. Não tenho mais muita paciência para falar coisas aqui, não tenho leitores (sei disso por que meu blog não prospera e ninguém ia querer ler), então quero que caso alguém leia essa porra de blog, me fale o que acha...
  
Sei lá, não que eu ligue, mas eu quero saber se alguém foi inútil o suficiente pra ler isso...
  
Bom, eu to pensando em escrever - vamos considerar o blog MORTO - mas ele é um zoombie, vai andar bem lento quando eu lembrar. Se eu começar a escrever crônicas ou coisas do tipo, não esperem finais, só curtam que um cara consegue escrever tão mal xD
   B
om... Flw aê, blog zoombie, eu deveria mudar o nome, mais estou com preguiça de descobrir se daá pra fazer isso... Em fim, vou ver se escrevo algo ainda hoje.
  
Uma comida de cérebro, e adeus.